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Versatilidade das mulheres camuflam diagnósticos de TEA nível 1 de suporte.
A versatilidade das mulheres é geralmente definida pela capacidade de gerenciar múltiplos papéis, coordenando a vida profissional, familiar e pessoal.

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Publicado em 20 de abril de 2026

Por Priscilla Tavollassi, Psicóloga e Psicanalista Integrativa

A versatilidade das mulheres é geralmente definida pela capacidade de gerenciar múltiplos papéis, coordenando a vida profissional, familiar e pessoal, mas mais do que isso, mesmo em uma única área, as mulheres desempenham várias tarefas ao mesmo tempo, o que exige maior concentração, alta inteligência emocional e controle. Apesar da versatilidade, estudos apontam que apenas cerca de 35% dos cargos de alta liderança no Brasil são ocupados por mulheres, o que demonstra que os homens ainda são maioria nas empresas, principalmente na liderança. E esse tipo de estatística não é diferente em estudos sobre diagnósticos neurodivergentes, tais como TEA (Transtorno do Espectro Autista), por exemplo.

O TEA (DSM-5 e a CID-11), de acordo com os novos critérios, é subdivido em três níveis: nível 1, considerado leve, que exige suporte, mas a pessoa tem maior autonomia; níveis 2 e 3, condições moderada e severa, exigem apoio substancial, sendo que o indivíduo tem menos independência para realizar suas tarefas. O termo Asperger, antes considerado o grau leve de autismo, foi abolido e hoje a condição deve ser tratada como um espectro contínuo. Trata-se de uma condição que afeta a maneira como as pessoas se comportam e se socializam. A ciência aponta uma combinação de predisposição genética e influências ambientais, sem um fator isolado responsável.

De acordo com a último Censo (2022) realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgado em maio de 2025, relatou que há no Brasil 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o que corresponde a 1,2% da população brasileira. A maioria dos diagnosticados é do sexo masculino, com 1,4 milhão, contra 1 milhão de mulheres. Esses são os casos diagnosticados e computados, mas com certeza deve haver muito mais pessoas com o transtorno, que muitas vezes é de desconhecimento tanto da família quando do próprio indivíduo.

Por muitos anos, os homens tiveram diagnósticos mais assertivos, enquanto as mulheres foram e ainda são diagnosticadas tardiamente. Isso acontece em primeiro lugar porque os estudos sempre foram prioritariamente realizados em homens e depois porque as mulheres, por serem mais versáteis e sociáveis, camuflam seus sintomas.

As mulheres com TEA, principalmente nível 1 de suporte, possuem comportamento adaptativo, pois têm a tendência de observar e imitar condutas sociais. Elas também fazem esforços conscientes e inconscientes para mascarar os traços autistas, como, por exemplo, se focam para manter o contato visual ou decorar formas de conversação. Mantêm também interesses intensos em áreas específicas, podendo ser em objetos, mas normalmente é em pessoas, tais como psicologia, literatura, celebridades, animais etc., até porque o espectro proporciona um aspecto mais sensível e, muitas vezes, sensitivo. Ao mesmo tempo, apresentam hipersensibilidade a sons, luzes, texturas, cheiros, gerando fadiga extrema e dificuldades sociais. São, em geral, introspectivas, infantilizadas e inocentes. Podem ser obcecadas por uma banda, uma série, celebridade etc. O fato de não respeitar regras, ter receio de iniciar conversas, não ser proativa, dificuldade em identificar situações sociais, que muitas vezes requerem malícia, entre outras, faz dessas mulheres serem classificadas com tímidas, ansiosas ou até antissociais.

Muitas vezes é apenas na puberdade que as meninas começam a demonstrar algum tipo de sintoma, enquanto nos meninos já se manifesta na infância. Em geral, não há indícios de que elas possam ter espectro autista, seja nível 1 de suporte ou níveis mais avançados até porque alguns traços são completamente confundidos, como é o caso do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Nas meninas é muito menor e a sociabilidade, ainda tímida, é escondida, o que não acontece com os meninos que se mostram mais hiperativos e impulsivos, e muitas vezes demonstram indiferença e falta de sociabilidade. Quando as meninas são hiperativas, o que mais se destaca é a desatenção, até porque elas são capazes de desenvolver mecanismos de ‘camuflagem’ para esconder as dificuldades. Isso acontece porque existe uma forte competição e as mulheres sempre se esforçam muito para serem melhores que os homens, até para não serem rotuladas de sonhadoras, depressivas, dramáticas, sensíveis demais, intensas, entre outras características que dificultam o diagnóstico.

Por isso que, muitas vezes, as mulheres com TEA nível 1 de suporte são diagnosticadas erroneamente com Transtorno de Personalidade Borderline, Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou até depressão, que de fato, muitas com TEA desenvolvem, já que se esforçam muito para se encaixar em um mundo neurotípico.

E quando essas mulheres, desde a adolescência até na vida adulta, mantêm relacionamentos afetivos, elas ficam extremamente focadas em seus parceiros, com ciúmes intenso, normalmente se anulando, o que faz com que elas entrem em sofrimento psíquico e isolamento social. Até porque elas, muitas vezes têm problemas sensoriais relacionados à vestimenta, incluindo sensibilidade a tecidos e texturas. O foco é conforto e não estilo, o que pode proporcionar muita insegurança, com sentimentos de baixa autoestima e ansiedade.

É quase improvável falar de Sigmund Freud sem falar sobre a histeria. Freud era um neurologista austríaco, que criou no século XIX a Psicanálise, método que investiga a mente humana por meio do inconsciente e defendia as mulheres explicando que elas não eram loucas ou descompensadas e sim, que estavam passando por algum tipo de sofrimento psíquico. Naquela época, os homens tinham questões neurológicas que podiam ser tratadas. Já as mulheres, eram consideras histéricas. A palavra histeria tem origem no grego, hystéra, que significa útero. Na Grécia antiga, acreditava-se que o útero era um órgão móvel que, ao vagar pelo corpo da mulher, causava perturbações físicas e emocionais, mas Freud comprovou que a famosa histeria não era uma doença física, orgânica e uterina, mas sim um distúrbio psíquico ligado ao inconsciente e à sexualidade reprimida. Ele explicava que sintomas físicos eram resultado dos traumas, fantasias sexuais recalcadas e memórias esquecidas.

É possível compreender que desde os séculos passados a mulher não era compreendida, estudada e reconhecida como deveria. Havia uma crença relacionada ao seu estado. O mesmo acontece com doenças relacionadas ao útero, tais como endometriose, miomas, adenomiose, que muitas vezes causam infertilidade. Essas enfermidades até pouco mais de 20 anos não eram estudadas como deveriam, portanto, não eram tratadas. Assim como muitas mulheres, inclusive jovens, estão sendo mais diagnosticadas com tais enfermidades, a neurodivergência também está aumentando e muitas mulheres estão percebendo que possuem características e comportamentos que se enquadram no espectro autista.

É fundamental que uma pessoa neurodivergente tenha sua condição revelada. Com o diagnóstico, é possível que o indivíduo trabalhe o entendimento da sua condição e, consequentemente, a aceitação para que haja redução do sofrimento e de comportamentos autodestrutivos. E para isso, é importante buscar profissionais especializados, tais como Psiquiatras, Neurologistas, Psicólogos, NeuroPsicólogos, Psicanalistas, entre outros.

Perfil Priscilla Tavollassi
Graduada em Psicologia pela Universidade Anhembi Morumbi (CRP 06/224241). Pós-graduada em Psicanálise Integrativa e Psicossomática pelo Instituto de Psicanálise Cristina Cairo, com especialização em Psicossomática. Pós-graduanda em Altas Habilidades e Superdotação pela Faculdade Novoeste. É implementadora NR1 (norma voltada à saúde mental) realizando diagnóstico e programas de saúde mental no mercado corporativo. Acumula mais de 30 mil atendimentos ao longo dos últimos 13 anos, sempre com o propósito de auxiliar as pessoas a encontrarem seus caminhos por meio do autoconhecimento.



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